O Casamento Pomerano
O Casamento Pomerano era uma
festa de três dias: iniciava na quinta-feira e terminava no domingo de manhã.
Todas as famílias convidadas participavam trazendo os “comes e bebes”, ajudavam
na organização e na preparação da festa.
Os arcos enfeitados de flores
eram colocados no caminho para a casa da noiva, simbolizando que ao passar
debaixo deles, as pessoas deveriam deixar para trás toda maldade, rixas,
mágoas, etc. que tudo isso ficasse no passado.
No dia do casamento o pai da noiva, à meia noite, subia num banco no salão de dança e pedia licença a todos os convidados e solicitava aos tocadores de concertina um minuto de silêncio para falar a tradicional e triste frase: “Queridos amigos (as) e convidados (as). A partir desta data a minha filha anda com um pé sobre o chão e com o outro debaixo do chão, mas para vocês continua a diversão e a alegria até clarear o dia”.
Isso, porque, após o casamento, o grande desafio para as famílias e principalmente para as mulheres gestantes, era dar à luz. Na época não existiam médicos. Feliz era aquela mulher que conseguia dar a luz de parto normal. Do contrário, as parteiras faziam de tudo para salvar a mãe e a criança, lutando contra o tempo e a morte. Em muitos casos, a palavra final de consolo à gestante foi: “você está sendo bem acompanhada para o cemitério”.
Existem várias versões sobre o porquê da noiva casar-se com o vestido preto, acompanhado com uma grinalda e uma fita verde. As informações que eu obtive, foram: que o vestido preto significava luto e tristeza, pensando em não conseguir ser mãe. O pouco verde significava uma pequena esperança de dar a luz a um filho e viver com alegria ao seu lado. Foi o que me convenceu, pois, esta versão é que tem mais lógica.

Muito boa essa Matéria me ajudou muito a conhecer um pouco sobre esse povo místico.
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